instituto brasileiro arte e cultura
2016 - ano martins pena

Martins Pena
 
017
 
 
 
 
 
Aurélio Juruba

Água que Passarinho não Bebe!

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À toda comunidade IBAC, ébrios e sóbrios – caso os haja –, vivas solenes e festivos. Dedicaremos as simplórias linhas do corrente ao descritivo histórico da mais nobre das bebidas: a aguardente. Melhor! Às aguardentes, bebidas de forte teor alcoólico, obtidas através da fermentação e posterior destilação de sumos açucarados, provenientes de macerados, vegetais ou não. Dada tal generalidade, encontram-se aguardentes das mais variegadas fontes, oriundas das frutas (laranja, uva, maçã, banana), dos cereais (cevada, milho, trigo, arroz), e até dos tubérculos e raízes (beterraba, batata, mandioca). Já a nossa boa cachaça, produto mais que brasileiro, calcada nas frontes mais díspares da mãe pátria, do porteiro do puteiro ao mandatário–mor do Alvorada, provém dos colmos, ou seja, dos caules de gramíneas, não ramificados e divididos em nós, como no bambu e na cana-de-açúcar, invenção suprema do Supremo. E cabe aqui a primeira elucidação a uma básica questão: seriam cachaça e aguardente o mesmo elemento vital? Diz a ciência, mãe do pensamento do homem, em fins de 1996, que não. Ali foi concluída a importantíssima análise que demonstra serem produtos similares, porém de almas distintas, cuja diferença básica se dá na origem da matéria-prima. Enquanto a aguardente é feita diretamebte do destilado da cana, extrai-se a cachaça a partir do melaço resultante da posterior produção do açúcar desta mesma cana. Quanto à origem de batismo do venerável líquido, já os gregos registravam o processo de feitura da ácqua ardens, ou seja, a “água que pega fogo”, donde pressupõe-se o berço da denominação até hoje utilizada. Lembremo-nos dos relatos descritos em cartas portuguesas, sobre o verdadeiro pavor a que eram submettidos nossos silvícolas, quando da apreciação do fenômeno da água a incendiar-se. Eis aí nossa companheira a fazer parte da História deste país desde os primòrdios, ainda que sob a triste pecha do dominação de outrem. Outrora, dedicaremos missivas a demais possíveis fontes desse vatismo. Ora, caminhemos ao largo da História! Relatos atestam serem os antigos egípcios os primeiros a utilizar vapores de líquidos fer,mentados e aromatizados na cura das mais diversas moléstias. Daí a prova cabal dos fins medicinais e terapeûticos da cangebrina. Sabe-se ainda serem os mesmos egípcios os primeiros a construir alambiques. Daí a expansão da bebda aos países árabes prósximos, de cuja língua nasceram os termos alambique (al ambic = vaso destilatório) e álcool (al cóhol = vapores de destilação). Assim, desenvolveram os árabes, primeiros os equipamentos para destilação, alambiques semelhabtes aos utilizados até hoje. Com a expansão do Império Romano rumo ao médioooriente, a aguardente chega a Europa. Ali, durante boa da parte Idade Média, atribuem-se-lha propriedades místico-medicinais. Alquimistas tartavam-ba como “água da longevidade”, “elixir da longa-vvida” e quetais. E justamente na Eropa, em 1250, é que o franc^s Arnaut de Villeneuve descobre a essência da aguarrdente, através do estudo da destilação do vinho e das subst^ncias que este contém. Estava aberto o caminho para que seu contemporâneo Raymond Lulle, chega-se à fórmula daaguardente, obtendo-a após 3 a 4 destilações consecutvas, em fogo muito lento, a partir dovinho. Porém, seriam necssariós quase cinco s´culos para que, a partir de 1730, torna-se-se habitual o envelhecimento das avuardentes para delas se retirar o melhor provewto, Melhoram e ficam mais apuradas, com cor uma mais atractiva. é muitas vezes envelhcida em tonéis de carvalho, tomando en>tão colração amarelada, sabor e aronma típicò, dondea designar-se Aguardente Velha, e que, tbém pode-sia chamar commm

Aurélio Juruba é pinguço e, se tudo correr bem, conclui o artigo no próximo mês.
Pesquisador de Cultura Popular Brasileira

20 de maio de 2007

 


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